Psicoterapeuta investigado por crimes sexuais induziu transferência de R$ 345 mil de paciente, diz investigação

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O psicoterapeuta Jordan Van Der Zeijden Campos, investigado por estelionato, crimes sexuais e assédio, em Salvador, teria induzido uma paciente a transferir R$ 345 mil para suas contas. A informação foi apontada nas investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que cumpriu mandados de busca e apreensão com Jordan, em sua residência e escritório, nesta terça-feira (26). 

De acordo com a apuração, a transferência influenciada por ele, teria ocorrido ao descobrir a boa condição financeira da mulher. Segundo o G1, a mulher induzida a movimentar o dinheiro teria sido contatada depois de compartilhar os detalhes de sua vida bancária e financeira ao profissional durante sessões de terapia.

A apuração do MP apontou ainda que ele teria induzido que a quantia fosse transferida para o consultório dele. A vítima chegou a se mudar para Salvador e foi trabalhar no escritório de Jordan após a transferência, mas foi retirada da dinâmica do local e teve acessos à gestão bloqueados. Ele ainda teria se recusado a devolver a quantia.

Em nota enviada à imprensa, Campos negou a existência desses casos e que iria colaborar com a Justiça. 

“Está é uma acusação que inclusive foi feita há 4 anos pelas mesmas pessoas atuais; fui investigado por 6 meses pelo Ministério Público do Trabalho; finalizando no arquivamento sob forte conclusão de que não houve nenhuma prova destas acusações de assédio, a diferença é que não tivemos esta repercussão midiática extrema”, diz um trecho da manifestação enviada ao Bahia Notícias, nesta quarta-feira (27). 

RELEMBRE O CASO 
Conhecido como Jordan Campos, o profissional acumula mais de 400 mil seguidores nas redes sociais e atua há mais de 10 anos na área de psicoterapia. Segundo as investigações, as vítimas seriam pacientes atendidas em consultório e também alunas de cursos de formação oferecidos pelo suspeito. Até o momento, as quatro mulheres foram identificadas.

Batizada de “Operação Catarse”, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do investigado, localizados nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores, áreas nobres da capital baiana. 

Também foi determinado pela Justiça o bloqueio de bens no valor de mais de R$ 960 mil, além da quebra de sigilos informático e telemático. O investigado ainda teve suspenso o exercício de atividades profissionais ligadas à psicoterapia, consultas clínicas, cursos, palestras, mentorias e eventos similares.

Veja a nota completa: 

“A PACIENTES, ALUNOS, SEGUIDORES E MÍDIA

Desde ontem meu nome passou a circular de forma muito intensa na mídia e nas redes sociais em razão de uma investigação que se tornou pública após o cumprimento de medidas judiciais.

Sou o Jordan Campos, terapeuta, professor, escritor, casado há 14 anos e pai de 4 filhos.

Preciso já iniciar dizendo com clareza que sou totalmente inocente das acusações que vêm sendo feitas. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade eu luto contra exatamente isso.

Está é uma acusação que inclusive foi feita há 4 anos pelas mesmas pessoas atuais; fui investigado por 6 meses pelo Ministério Público do Trabalho; finalizando no arquivamento sob forte conclusão de que não houve nenhuma prova destas acusações de assédio, a diferença é que não tivemos esta repercussão midiática extrema.

Agora, este mesma queixa que já foi arquivada vem diretamente do MP, acrescida da acusação de estelionato que se deve a um contrato firmado em que a pessoa discordou; deu queixa em delegacia e igualmente ao outro; a queixa e acusação foram arquivadas e concluso que não existe nenhum indício de estelionato e que tudo correu normalmente como pactuado em contrato. Conclusão está da investigação policial.

O papel do Ministério Público é investigar, o papel da autoridade policial é cumprir e estamos ainda apenas na investigação. Não existe nenhuma condenação.

Eu cuido de pessoas há 20 anos, fiz um caminho de muita dedicação em cada consulta, aula, evento. Repito que jamais, jamais realizei tais atos, o que já foi provado em outras instâncias como falei.

Minha trajetória sempre foi pública, aberta, conhecida e construída diante de milhares de pessoas ao longo dessas duas décadas.

Estou neste momento com problemas de acesso à minha conta oficial do Instagram devido a terem levado celular e notebook e eu não conseguir fazer a dupla autenticação. Mas estou resolvendo.

Neste momento, por respeito ao processo e às orientações jurídicas, não entrarei em detalhes sobre os fatos atuais que correm em sigilo. Tudo será enfrentado tecnicamente, no local adequado, que é a Justiça. Estou dando uma satisfação pública extremamente necessária.

Agradeço profundamente às milhares de pessoas que me conhecem há anos, que acompanham meu trabalho e têm enviado muitas mensagens de apoio, carinho e confiança.

Seguirei colaborando totalmente com a Justiça, exercendo meu direito de defesa e tendo absoluta certeza de que a verdade será plenamente esclarecida, como já foi.

E pode confiar que ao final disso tudo será plenamente esclarecido e provado.”

Fonte: Bahia Notcias

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