O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.
A decisão ocorre em meio à escalada da crise entre integrantes do STF e a Polícia Federal, envolvendo as investigações relacionadas ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo informações divulgadas sobre a decisão, Mendonça apontou questionamentos sobre a produção e utilização de relatórios de inteligência envolvendo autoridades.
Além do afastamento, Mendonça determinou a abertura de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares pela Corregedoria da PF. O ministro também suspendeu a produção ou o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública ou atividades de polícia judiciária.
O episódio está relacionado à disputa institucional que ganhou força após a divulgação de mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Relatórios produzidos pela PF passaram a integrar o embate entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Nos últimos dias, documentos tornados públicos também apontaram que Mendonça havia demonstrado desconfiança em relação a Andrei Rodrigues e chegado a cogitar seu afastamento. O relatório citava uma suposta “proximidade inadequada” entre o diretor da PF e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A medida desta terça-feira ainda será submetida à análise da Segunda Turma do STF, que foi convocada para avaliar o afastamento.
Andrei Rodrigues está à frente da Polícia Federal desde 2023. Antes de assumir o comando da corporação, ocupou funções de segurança institucional e foi responsável pela segurança dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: Mais Região

