Confira quais foram as 19 exigências feitas por Flávio para aceitar desafio de Lula de quebra de sigilo

Em resposta ao desafio colocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para quebra de sigilo de informações bancárias e telefônicas antes do debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23), o candidato Flávio Bolsonaro fez 19 exigências ao líder petista antes de dar transparência aos seus próprios dados. 

Além dos 19 pedidos, Flávio solicita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que intime o presidente Lula a se manifestar sobre as condições e apresente os termos individuais de autorização para a quebra de sigilo. A campanha de Flávio Bolsonaro, na solicitação ao TSE, afirma que caso o presidente não concorde, que a recusa seja formalmente registrada nos autos.

Após participar de uma agenda de campanha em São Paulo, nesta quarta (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) criticou as 19 exigências feitas por Flávio Bolsonaro para aceitar o desafio imposto por Lula. Na avaliação do vice, o senador do PL não quer de fato tornar públicas as suas informações, e defendeu que presidente e vice-presidente não deveriam ter sigilos fiscal, bancário nem telefônico.

“Eu acho até que quem é eleito presidente e vice-presidente não devia ter sigilo, nem fiscal nem bancário nem telefônico. Vida pública é pública, tem que ser transparente. Quem quer ter vida privada vai cuidar do setor privado. Agora não é possível ter vida pública e não prestar contas para a sociedade”, disse Alckmin. 

Representantes da campanha do presidente Lula irão ao TSE), nesta quinta (22), para protocolar documentos relacionados à proposta de abertura de sigilos bancários e telefônicos. A equipe do petista também cobrou que a campanha de Flávio Bolsonaro compareça ao tribunal para formalizar a autorização de acesso às informações solicitadas.

Confira abaixo quais foram as 19 exigências feitas pelo senador Flávio Bolsonaro para poder concordar com a quebra de sigilo de suas informações bancárias e telefônicas.

1 – Autorização para a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático (desde 2003) de Lulinha, de sua mulher Renata e das empresas do antigo grupo Gamecorp/Gol; 

2 – Liberação dos sigilos de empresas offshore de Lulinha no exterior, como a Synapta em Madri; 

3 – Quebra dos sigilos da empresa FlexBR Tecnologia, dos filhos Sandro Luís e Marcos Cláudio;

4 – Abertura dos sigilos das empresas de Fernando Bittar, indicado como titular formal do sítio de Atibaia; 

5 – Quebra dos sigilos das empresas dos demais filhos (Lurian, Marcos Cláudio, Sandro Luís e Luís Cláudio), incluindo a LFT Marketing Esportivo; 

6 – Liberação dos sigilos do Instituto Lula e do seu ex-presidente Paulo Okamotto;

7 – Divulgação da lista de visitantes de Daniel Vorcaro na prisão da PF em Brasília; 

8 – Apresentação dos registros de passageiros e planos de voo do jato particular atribuído a Daniel Vorcaro em novembro de 2025; 

9 – Liberação da lista de participantes, pauta e registros da reunião mantida entre Lula e Vorcaro em dezembro de 2024;

10 – Histórico completo de entradas de Vorcaro e de seus intermediários no Planalto e da Alvorada desde 2023;

11 – Registros de entrada no Palácio do Planalto do ex-ministro Guido Mantega e do diretor do Banco Master, Augusto Lima;

12 – Quebra dos sigilos dos últimos 8 anos de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT;

13 – Liberação dos sigilos dos últimos 8 anos de Roberta Luchsinger, de sua empresa RL Consultoria e de Edson Claro;

14 – Liberação dos sigilos dos últimos 8 anos de Roberta Luchsinger, de sua empresa RL Consultoria e de Edson Claro;

15 – Acesso aos registros de entrada e saída de Roberta Luchsinger nos Palácios do Planalto e da Alvorada entre 2023 e 2026; 

16 – Divulgação da lista de voos da FAB em que Roberta Luchsinger viajou como passageira;

17 – Relação completa das reuniões de Luchsinger em órgãos do governo; 

18 – Quebra dos sigilos bancários e fiscais dos últimos 8 anos de Marcola; Abertura dos sigilos dos últimos 8 anos de Frei Chico e do sindicato Sindnapi; 

19 – Divulgação completa dos gastos com o cartão corporativo da Presidência da República (desde janeiro de 2023) e da agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, incluindo visitas dos filhos, uso de helicópteros e gastos do Palácio da Alvorada. 

Fonte: Bahia Notcias

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